Apresentação

APRESENTAÇÃO DE PAPER

Equipas Comunitárias de Resposta a Emergências (ECRE)

As alterações climáticas e o desenvolvimento tecnológico têm aumentado a frequência e a gravidade dos riscos naturais, tecnológicos e mistos, tornando essencial reforçar a prevenção, mitigação e preparação para emergências. Em Portugal, fenómenos meteorológicos extremos recentes evidenciaram fragilidades significativas em todas as fases da gestão de emergências, desde a prevenção até à recuperação.
Dado que os agentes de proteção civil e entidades cooperantes nem sempre conseguem responder a todas as necessidades causadas por catástrofes e acidentes graves, torna-se fundamental capacitar as populações para participarem ativamente na gestão destas situações. O estudo centra-se na promoção da literacia do risco e na preparação das comunidades para apoiar as operações de socorro e reforçar a sua resiliência.
Para isso, foi analisado o modelo de Equipas Comunitárias de Resposta a Emergências (ECRE), implementado nos Estados Unidos pela Federal Emergency Management Agency (FEMA) e adotado por vários países. Os resultados demonstram que os países com equipas de voluntários treinadas apresentam maior literacia do risco e melhor capacidade para reduzir os impactos dos fenómenos extremos.
Conclui-se que Portugal necessita de implementar um modelo abrangente de Comunidades Resilientes, onde sejam integradas as ECRE, que permita formar e capacitar cidadãos para agir em situações de emergência, complementando a atuação dos agentes de proteção civil e contribuindo para uma resposta mais eficaz a acidentes graves e catástrofes.
Marco Martins

ORADOR

Vogal da Direção da Escola Nacional de Bombeiros (ENB)

Licenciado em Engenharia da Proteção Civil e mestre em Riscos e Proteção Civil pelo Instituto Superior de Educação e Ciências de Lisboa, frequentando atualmente o Doutoramento em Estudos de Segurança e Devesa do ISCTE.
Iniciou a sua carreira no Corpo de Bombeiros de Óbidos, tendo também exercido funções como técnico de saúde, segurança e higiene no trabalho numa empresa de medicina e prevenção no trabalho. Em 2001, ingressa como técnico de formação na Escola Nacional de Bombeiros (ENB) onde adquiriu um conjunto de competências técnicas em diversas especializações nomeadamente nas áreas da emergência pré-hospitalar, salvamento e desencarceramento, salvamento em grande ângulo, combate a incêndios, salvamento aquático, condução fora de estrada, brigadas helitransportadas, entre outras.
Na ENB desempenhou funções de coordenador do centro de formação especializado em combate a incêndios estruturais, tendo posteriormente transitado para a Força Especial de Bombeiros (FEB) para exercer funções de adjunto de operações. Exerceu funções de Adjunto de Operações Nacional no Comando Nacional de Operações de Socorro da Autoridade Nacional de Proteção Civil e Técnico Superior de Segurança Contra Incêndios em Edifícios na Câmara Municipal de Óbidos e de Coordenador Municipal de Proteção Civil da Câmara Municipal de Óbidos. Atualmente, encontra-se a exercer as funções na direção da Escola Nacional de Bombeiros, como vogal.
Iniciou a carreira de Bombeiro no ano de 1992 no Corpo de Bombeiros Voluntario de Óbidos ascendendo à categoria de subchefe em 2004. Em 2007 ingressa no quadro de comando com a categoria de 2º Comandante, passando a exercer as funções de Comandante em junho de 2019 até janeiro de 2025. Atualmente encontra-se no quadro de honra.
Paralelamente à atividade profissional, integra os órgãos sociais da Liga dos Bombeiros Portugueses, na função de vice-presidente do conselho executivo e dos órgãos sociais do Observatório dos Bombeiros de Portugal, na qualidade de vice-presidente da direção.